Borderlands sempre foi uma das minhas franquias favoritas de tiro, principalmente no gênero looter-shooter, que ajudou a imortalizar ao lado de Destiny. Não é todo dia que temos a oportunidade de mergulhar em uma gameplay viciante e engajante por horas. Pois bem, chegou a hora de falar sobre a entrada mais recente da série: Borderlands 4, lançado em 12 de setembro de 2025.
O jogo se passa em Kairos, um planeta dominado pelo temível Timekeeper, que escraviza a população sob um regime autoritário. Apenas alguns revolucionários tentam resistir e derrubar sua tirania.
A narrativa é um grande avanço em relação a Borderlands 3, com menos piadas forçadas e um tom mais equilibrado, lembrando o auge narrativo de Borderlands 2. O Timekeeper é um vilão carismático, provocador e que entrega um clímax memorável. Ele pode não ser o lendário Handsome Jack, mas cumpre bem o papel.
JOGABILIDADE
A jogabilidade mantém o ritmo viciante da franquia. Correr, pular, atirar e experimentar centenas de armas continua sendo delicioso. O ciclo de “só mais uma missão” está mais vivo do que nunca.
Porém, os menus e inventário são um retrocesso. Os filtros são confusos e tornam a organização de armas e equipamentos um trabalho cansativo, especialmente no fim da campanha. Isso quebra o ritmo frenético e decepciona, ainda mais considerando que títulos complexos como Baldur’s Gate 3 e Rogue Trader entregam sistemas mais intuitivos.
A variedade de armas também é um ponto questionável. Embora numerosa, muitas parecem geradas proceduralmente ou por IA, o que dá a sensação de repetição após longas horas.
Kairos é um planeta rico em detalhes, áreas temáticas e facções. O mapa é vasto, cheio de side-quests e colecionáveis. Embora as missões secundárias não cheguem ao nível de grandes RPGs, são divertidas e ajudam a quebrar a intensidade da campanha principal.
O modo online é rápido e eficiente, com matchmaking ágil. Jogadores experientes ou novatos podem se juntar facilmente às suas missões, sem complicações. Mesmo em partidas com trolls, foi simples se reconectar e continuar jogando sem dor de cabeça.






DIREÇÃO DE ARTE / TÉCNICA
Joguei no Xbox Series S, versão enviada pela 2K Games. O jogo roda em 720p com upscale para 1080p e mantém 30 FPS estáveis. No lançamento, sofri com travamentos e stutterings após algumas horas, problema que também afetou o PS5 Pro. Porém, a atualização de 18 de setembro resolveu a questão, mantendo a performance estável até o fim desta análise.
Apesar disso, é uma pena não termos 60 FPS em um jogo tão rápido e dinâmico, o que faria toda a diferença.
Mesmo em resolução inferior, o visual não decepciona. O estilo cartoon em cell-shading ajuda a manter o jogo bonito e agradável, sem comprometer a experiência.
- Jogo disponibilizado via 2K
Borderlands 4
Borderlands 4 não é o ápice da franquia, mas é um retorno sólido após os tropeços do passado. Com uma história envolvente, gameplay viciante e um mundo aberto vibrante, o jogo entrega uma das experiências mais divertidas do gênero nos últimos anos.
Ainda assim, erros no inventário, falta de 60 FPS e algumas escolhas questionáveis impedem que ele alcance o nível de Borderlands 2, Destiny 2 ou Tiny Tina’s Wonderlands.
Um passo firme para a franquia, mas que ainda carrega tropeços que poderiam ter sido evitados.
