Anno 117: Pax Romana | PC [ANÁLISE]

Análise completa de Anno 117: Pax Romana. Confira como é construir uma cidade no Império Romano, o gameplay, combate e nossa opinião do jogo. Veja!
AVE CESAR! Digo, enfim, ROMA ETERNA!
O que é Pax Romana?

Anno 117: Pax Romana é um jogo de estratégia e construção de cidade, aliás, correção, construção de cidade no Império Romano! O game está sendo desenvolvido pela Ubisoft Mainz, e publicado pela própria Ubi! E diga-se de passagem, esse é o primeiro game da franquia Anno que eu jogo, mas sou veterano em jogos de Grand Strategy, Estratégia, RTS, X4, e sendo um grande apreciador da franquia Total War, então quando vejo algo relacionado ao Império Romano, aquilo me chama a atenção de imediato!

Você pode escolher o seu governante

Em Pax Romana você pode escolher dentre um de dois personagens para ser o governador da sua cidade! Seja Marcus ou Marcia, ambos irmãos, que receberam uma missão direto do Imperator, uma missão nada simples, transformar um local praticamente deserto de seres humanos, e transformá-lo em uma grande civilização! Parece fácil, mas não é… Ambos os irmãos têm personalidades diferentes, e eu escolhi o Marcus, que era o bagunceiro da família e que agora vai ter que aprender a ter responsabilidade, e meu amigo, não é fácil criar uma cidade do zero.

O início da jornada...

Ao desbravar os mares escuros durante uma tempestade nós chegamos em uma ilha, onde em outros tempos, havia uma grande cidade, uma cidade incrível, que foi devastada por uma catástrofe natural, um vulcão destruiu tudo, uma homenagem a pompeia talvez? Enfim, apesar do fim poético da cidade, agora cabe a nós, reestruturarmos o local, e para isso, temos uma quantia generosa de recursos, e o início é promissor, as coisas são muito legais, é tudo novo, e temos um mundo de possibilidades para descobrir…

E o game não é complicado, ele só exige um pouco de lógica, vou tentar explicar de uma forma breve, imagine que começamos com um centro de cidade, ele é tipo o nosso hub e de onde controlamos tudo, e ao redor dele é onde vamos começar a construir nossa cidade, a ideia é arrumar um lugar onde guardamos comida, outro lugar onde pegamos madeiras para construções básicas, e assim por diante, e uma coisa que notei e que achei legal mas também trabalhoso é o fato de que para fazer um local de pesca você precisa colocar o lugar na água por razões óbvias, se você quer construir uma madeireira, precisa colocar a mesma em um local que tenha árvores, ou seja, a exploração dos recursos é de suma importância para o sucesso da sua cidade.

Os cidadãos são exigentes!

Seus cidadãos vão precisar de roupas, comida, acesso a ruas, e todas as construções, casas inclusas, precisam estar vinculadas com o centro da cidade, e lembrando, é preciso tomar cuidado com o número de construções que temos, pois alguns prédios podem ficar parados, ainda mais se não tiver ninguém para trabalhar lá, e por aí vai, a ideia é balancear seus recursos, mas ao mesmo tempo, manter a sua população feliz. 

Escolhas?

Acredite, temos escolhas! Por exemplo: o governante da ilha (e seu superior) pode te chamar para comer junto com ele, e te fazer perguntas sobre o andamento da cidade, e por algum motivo ele não gosta do conselheiro, que é um velho careca que nos ajuda em tudo, e ele parece ter muita paciência, porque fiz muita coisa errada e o cidadão ficou tranquilo, dá para dar itens para nossos cidadãos, por exemplo, encontrei um rapaz carregar um saco cheio de grãos, ofereci uma quantia de dinheiro generosa pelos grãos e as pessoas ficaram surpresas, e esse cidadão ficou extremamente feliz e grato, coisas assim são simples, mas são bem legais de se ver em um game.

Você disse combate?

Uma parte legal é o combate e eu ainda estou engatinhando nessa parte, e acredite, ela é uma parte importante do game, e os devs já deixaram claro que cada jogo tem seus aspectos específicos quando o assunto é combate, e no Anno isso não é diferente, não é porque o game é primariamente um jogo focado em construir que ele esquece um elemento bem legal quanto esse. 

Temos um combate naval, onde basicamente construímos nossa frota e focamos em aniquilar nossos inimigos, temos até catapultas neles, e esses barcos são bem bonitos e úteis! Claro, precisamos primeiro desenvolver essa tecnologia e isso leva um tempo, além de claro, ter os materiais necessários para produzir esses itens e cada um serve um propósito único para o combate. Por exemplo, catapultas são para acertar os adversários de longe, destruir fortes e por aí vai. 

Quando o assunto é batalha com soldados mesmo, invadindo ou defendendo, a coisa já fica mais interessante para mim, e assim como as unidades marinhas, aqui temos infantaria, artilharia para derrubar estruturas, arqueiros, e por aí vai, e claro, assim como tudo dentro de Anno, precisamos coletar os recursos, construir locais que produzam o equipamento para os soldados, como armas, etc, é o mesmo princípio para qualquer coisa dentro do game, para que tenhamos acesso a um exército e claro, proteger nossas terras! Afinal, nessa época aí, o filho chorava e a mãe não via! E não estamos falando grego por aqui, você entende o que quero dizer! 

E na arvore de tecnologia conseguimos aprimorar nosso exército e criar unidades, e produzir buffs que deixam nossos soldados mais fortes.

O game tem um sistema de moral um pouco parecido com o de Total War, mas não tão complexo, por exemplo, além de por razões óbvias ter um exército formado com unidades específicas, por exemplo, infantaria para combate de perto, arqueiros para combate de longe, e artilharia para destruir estruturas, precisamos saber que se as coisas não estão indo bem, é provável que a moral do exército comece a cair, e a última coisa que você precisa, é o seu exército fugindo do combate, acredite, não é uma bela visão. E só um aviso, eu digo isso porque afinal, é caro manter um exército, não só na questão de produção de itens, mas em coleta de recursos, por tanto saiba, a guerra custa caro! 

Acho que esse é o básico para você entender do combate no game sem te dar muitas surpresas e estragar a experiência. 

Gráficos e performance

Nessa parte não tenho muito o que dizer, o game é bem bonito, e os personagens no modo história do game são bem cativantes, gosto como as unidades militares foram feitas, das estruturas das cidades, das ruínas espalhadas pela ilha, amo tudo isso, e para melhorar, não tive uma queda de FPS! O que é bem difícil nos tempos modernos, fiquei super feliz com a Ubi nesse quesito, mandaram muito bem! E Claro, joguei com os gráficos no máximo, está sendo uma experiência muito boa, 

Modo Interminável

No modo infinito a gente joga até enjoar, e podemos tentar conquistar o mapa por conta, e teremos vários governadores rivais para derrotar, podemos escolher nosso líder, cor da bandeira, dar nome a ele, e seguimos para a batalha! Esse deve ser o modo mais jogado e demorado, mas também o mais divertido, que é a versão padrão de jogo, ou modo skirmish vamos dizer assim. Acho que ele é bem desafiador, e claro, podemos jogá-lo com nossos amigos também, afinal o game tem modo multiplayer! 

Sobre o Modo Interminável...

Ele é o modo em que acredito que a maioria das pessoas irão jogar, é o modo mais direto para ter a melhor experiência dentro do jogo, já que ele não tem tantos tutoriais. É você contra o mundo, então se bobear as coisas vão complicar, aqui temos muitos inimigos prontos para ir atrás da sua cabeça… 

Outra coisa que gostei nesse modo é que podemos escolher entre Latium (Romanos) e Albion (Celtas), e os nossos cidadãos mudam até o sotaque e aparência quando escolhemos o local onde nossa cidade será fundada. Mas esse de fato é só um dos muitos detalhes de Pax Romana. 

Salão da Fama

Temos um local no game que funciona como uma espécie de passe de batalha, onde você libera novos governantes para jogar, novas unidades para usar nas batalhas, temos também novas construções e opções de customização, e tudo é liberado com pontos que você ganha ao jogar o game, eu simplesmente adorei a ideia.

Os governantes...

Um rápido adendo sobre os governantes. Cada um deles uma personalidade própria, alguns são mais agressivos, enquanto outros são mais pacíficos, mas todos parecem bem diferentes. Só pelas aparências já dá para ver quem tem mais ego, eu gosto disso, até na tela de seleção de personagens a gente consegue ver quem é mais difícil de enfrentar.

Os governantes...

É muito legal ver novas opções quando o assunto é estratégia e construção de cidade. Eu sou um cara que ama esse tipo de jogo, comecei com Age of Empires II, Army Men RTS, Rise of Nations, Total War: Rome, Battle for the Middle Earth, Crusader Kings II, e tantos outros depois, seja RTS, 4X ou Grand Strategy, não importa, eu aprecio uma boa pancadaria, esquemas para derrubar outras nações e por aí vai.

Fico feliz que esse tenha sido o meu primeiro “Anno”, ainda mais com uma temática que adoro. Eu gosto de me gabar para os meus amigos que já conquistei o mundo sete vezes no Rome: Total War, e quem sabe eu possa fazer isso no Anno também? É só pegar o jeito. Até aqui, eu adorei o que vi, estou muito animado para o lançamento oficial dele, e o que eu pude ver durante a jogatina é que ele tem muito potencial. E é para um público geral, e ele mistura algumas coisas interessantes.

Como disse, a Creative Assembly, que é a empresa que eu considero como a que tem o estilo de game perfeito nesse aspecto de gerenciamento, estratégia e combate, já está há alguns anos devendo algo que a comunidade pede. E nesse período, outros devs estão fazendo jogos incríveis e ganhando espaço. E acho que Anno, assim como Manor Lords, merece uma atenção e um carinho especiais dos fãs que gostam desse tipo de game. Recomendo você aproveitar e testar, porque, afinal, essa é apenas a minha opinião. E você só vai saber se Pax Romana é para você quando jogar. E só um adendo: eu omiti algumas informações de propósito, porque caso você queira testar a demo, vai se deparar com algumas coisas bem legais, pois o game é bem mais profundo do que parece!

Pax é um game bem divertido, completo e complexo, pois você precisa muito usar a lógica para construir uma cidade. E isso pode afastar muitas pessoas, porque de certa forma você precisa de um microgerenciamento. Pois para fazer uma simples tarefa, como coletar madeira, por exemplo, você precisa construir uma casa para ter o morador que vai coletar madeira, depois um local para que o trabalhador use especificamente para essa tarefa. E, por fim, você precisa construir um armazém que guarde os materiais, e esse precisa ficar perto do centro da sua cidade. E todos precisam estar conectados por uma estrada, entendeu? É claro que é um estilo de jogo para pessoas específicas, mas ainda assim é muito divertido. E dá um sentimento muito positivo quando você consegue completar essas tarefas e ver os resultados depois. E perder uma dessas construções pode ser muito custosa. Lembrando que você tem uma cidade para cuidar e pessoas para manter felizes.

Mais uma vez, obrigado Ubi pela oportunidade! Vocês fizeram um fã de jogos de estratégia feliz. E não é porque recebi a chave do game, mas sim porque mais devs apaixonados estão dando tudo de si para ganhar um pouco mais de espaço em um ambiente onde, para mim, precisamos de mais opções. E eu com certeza voltarei para jogar outros games da franquia também.

Anno 117: Pax Romana

Se você gosta de construção de cidade, história, jogos em épocas históricas, e claro, muita estratégica e gerenciamento, então Pax Romana definitivamente é a cereja do bolo que você precisava!

  • Gráficos bem legais! 
  • É um jogo com um excelente fator de rejogabilidade 
  • É multiplayer 
  • O preço do game é bem salgado, mas você pode usar a assinatura da Ubisoft+ porque aparentemente o game estará lá 
  • Se você é o cara que gosta de construção de cidades e estratégia então vai gostar de Pax Romana 
  • O game roda liso, sem problema nenhum! 
  • Localização em português do Brasil muito boa como de costume! 
  • O game pode ficar um pouco cansativo caso você não esteja acostumado com esse nível de micro gerenciamento 
8.5