A equipe da Safe Zone Games teve a oportunidade de testar antecipadamente o novo projeto da Tripearl Games. Recebemos o convite para testar uma build de The Player Who Can’t Level Up e, honestamente, ficou bem claro que estamos diante de algo com bastante potencial para os fãs da WebToon.
Adaptar uma webtoon de sucesso para um jogo é um grande desafio. O estúdio optou por um caminho interessante ao optar pelo estilo roguelite. Enquanto muitos jogos tentam reinventar a roda, este título foca em entregar um ciclo de jogo viciante, onde você entra na torre, enfrenta hordas de inimigos e busca a melhor build possível para sobreviver até o próximo andar, quase um HADES, só que coreano.
O diferencial aqui reside no protagonista, Kim Kigyu. Ele não sobe de nível como um guerreiro comum de RPG. Essa limitação forçada acaba sendo o grande trunfo da jogabilidade, pois obriga o jogador a se adaptar com os recursos que encontra pelo caminho. As duas espadas falantes, que também são personagens, é uma parte importante e carismática para uma narrativa que, até o momento, foca muito bastante na ação
Visual e Performance
Falando abertamente sobre o que testamos, é importante ressaltar que a build de testes e o jogo final passa por grandes ajustes. O jogo utiliza uma estética em cel shading que combina bastante o estilo de arte da obra original. Os modelos dos personagens são bem construídos e as animações são muito bem feitas e satisfatórias, o que ajuda na imersão durante os combates.

No entanto, o desempenho ainda apresenta algumas oscilações. Durante momentos de maior intensidade, com muitos efeitos de partículas e inimigos simultâneos na tela, senti quedas visíveis no FPS. Não é nada que torne o jogo injogável, mas em um gênero que exige reflexos rápidos e precisão, qualquer travamento pode ser sua morte no game.
Outro ponto que merece atenção do estúdio é a clareza visual em certas áreas das dungeons. Algumas salas são bastante vazias, faltando detalhes que ajudem a diferenciar um andar do outro. Entendo que, em uma fase de desenvolvimento, a prioridade seja a mecânica de combate, que aliás, funciona muito bem. Todos os comandos do jogo respondem muito bem e com bastante fluidez entre o ataque normal e as habilidades especiais.
Minha opinião sobre essa prévia
The Player Who Can’t Level Up entrega uma experiência extremamente divertida. O combate é o ponto mais alto do game, sendo responsável por segurar o jogador mesmo quando a estrutura repetitiva do roguelite começa a pesar.
O projeto tem um caminho claro a seguir até a versão final. Se a Tripearl Games conseguir otimizar a performance e adicionar um pouco mais de personalidade aos cenários, temos um forte candidato a figurar entre os bons títulos de ação deste ano, além de ser um grande presente para os fãs da Webtoon. É um jogo que vale a pena ficar de olho!
