Como um fã de longa data da franquia, e principalmente de Assassin’s Creed 4 Black Flag, foi uma honra poder reviver essa aventura uma “quarta vez”.
A convite da Ubisoft Brasil, tivemos a grande oportunidade de vestir novamente o nosso manto e embarcar pelos sete mares afora junto da tripulação do Gralha. Nesta análise, eu vou contar como foi minha experiência com o Assassin’s Creed Black Flag Resynced.
A história
Acredito que a maioria dos jogadores de games e afins conheça a história de Assassin’s Creed 4 Black Flag, mas pouca gente conhece a de Black Flag Resynced. O game teve o cuidado de expandir a maior parte do enredo que já conhecíamos; então, ao mesmo tempo em que temos a leve impressão de conhecer tudo, as coisas também parecem novas. Isso porque o estúdio decidiu explorar mais da narrativa contada, seja na parte das amizades, nas relações ou até mesmo na lore do mundo.
Temos um entendimento melhor de tudo o que ocorreu graças à expansão dos acontecimentos, e muitas pontas soltas da história de Edward Kenway são explicadas.
Mas como isso afeta as missões?

Devido a essa ampliação da história, muitas missões que conhecemos foram reformuladas para comportar mais diálogos (não que eu ache isso um pecado), o que, a meu ver, tornou o jogo mais empolgante.

Além disso, temos uma expansão de missões secundárias que nos permite ver o destino de outros personagens centrais da trama, bem como a oportunidade de caçar pessoas que trouxeram momentos tensos para Edward Kenway e sua tripulação. Em alguns momentos, também temos a oportunidade de expandir conversas clássicas do jogo, como em algumas missões com James Kidd.

Além de tudo isso, temos a linha de missões dos nossos oficiais, na qual temos a oportunidade de recrutar mais algumas pessoas para a tripulação. Com isso, recebemos novas histórias completas para explorar, conhecendo personagens que não estavam incluídos no jogo original, mas que são uma ótima adição ao novo título.
O combate

Assassin’s Creed Black Flag Resynced nos entrega um combate extremamente satisfatório. Não temos ali um pirata invencível como em Assassin’s Creed 4 Black Flag, mas também não controlamos uma pessoa frágil que morre com um tapa só porque o inimigo está um nível acima de você, como acontece em Assassin’s Creed Shadows e outros da saga RPG.
Temos ali a batalha com espadas, o uso das pistolas e zarabatanas, e um uso mais ampliado de gadgets, o que tornou o combate bastante satisfatório, apesar da falta dos ataques com a Hidden Blade, assim como havia no jogo original.

Vejo também um ótimo trabalho nos combates navais, que eram o diferencial do game. Mantiveram tudo o que já existia no jogo original. É aquele velho ditado, né: “Em time que tá ganhando não se mexe”.
Personalização

Assassin’s Creed Black Flag Resynced retorna aos moldes do jogo original, no qual as roupas eram apenas cosméticas; as melhorias de verdade eram feitas por fora, como o aprimoramento do coldre, das espadas e afins.
A melhoria de pontos do esconderijo também está presente no jogo. Nela, podemos aprimorar a loja de armas, a loja naval, entre outras, para adquirirmos itens e armas melhores. Além disso, podemos melhorar áreas que ajudam a ampliar a tripulação, algo muito divertido e que acaba sendo um extra para a jogatina.
História presente
A história no tempo presente do jogo existe, mas não está ali como nos títulos anteriores. Você consegue entendê-la melhor a partir de coletáveis espalhados pelo mapa, bem como consegue se situar em qual momento da história atual estamos. E não, não estamos trabalhando dentro da Abstergo como em Assassin’s Creed 4 Black Flag. Contudo, não posso continuar contando a partir daqui, senão vou lotar a review de spoilers, mas deixo minha grande recomendação de procurar esses coletáveis e entender melhor toda a lore do presente no jogo.
Bugs
Não existe Assassin’s Creed se não tiver bugs. O jogo apresenta alguns, mas nada que vá atrapalhar sua jogatina; são coisas pequenas que logo a Ubisoft conserta com o patch de day one ou em atualizações posteriores.
Modo foto

O modo foto está disponível em Assassin’s Creed Black Flag Resynced, mas confesso que não o achei tão completo quanto os modos foto disponíveis em outros jogos. Mesmo assim, é bem divertido poder registrar momentos da nossa aventura.
Otimização

Eu joguei o game no PS5 Slim, no modo qualidade, em uma TV 4K, e posso dizer que o trabalho que a Ubisoft fez, bem como a forma como melhoraram a engine em todos os aspectos, é coisa de louco.
Temos ali um upscaling que provavelmente é um TAA, porém extremamente bem trabalhado — muito bem trabalhado mesmo. Há também o Ray Tracing sendo usado na iluminação global, nos reflexos e até mesmo nas sombras de contato e em pequenos pontos de luz. Eles conseguiram entregar em um console base o mesmo nível de qualidade que temos em um console “Pro”.
Gráficos

Como dito anteriormente, o trabalho com Ray Tracing entregue em Assassin’s Creed Black Flag Resynced é fabuloso. Porém, não é só isso: todos os gráficos foram refeitos do zero, e temos ali um cenário mais vivo e muito mais detalhado do que antes.
Veredito

Assassin’s Creed Black Flag Resynced foi uma surpresa extremamente agradável para mim. Tive a oportunidade de revisitar belos momentos da minha adolescência e mergulhei de cabeça nos mares junto com o Gralha. Sinto que poderiam ter investido mais no presente? Sim, mas é muito gratificante me aprofundar na história de Edward Kenway.
Acredito que, se não estivéssemos em um ano de GTA 6 ou Zelda Ocarina of Time, certamente Assassin’s Creed Black Flag Resynced seria um dos fortes concorrentes a GOTY. Recomendo a qualquer um que tenha jogado o game original, bem como aos novatos.
Edward Kenway é um personagem extremamente carismático que vale a pena entrar no seu hall da fama de melhores personagens dos jogos!
Caro leitor, espero que você possa curtir as Índias Ocidentais, o Caribe e muitos outros lugares incríveis a bordo do Gralha, mas lembre-se: “Nada é verdade, tudo é permitido”.
