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The Elder Scrolls IV: Oblivion Remastered | Nintendo Switch 2

Oblivion Remastered no Switch 2 surpreende na exploração, mas tem quedas de FPS. Confira nossa análise, desempenho no portátil e veredito com nota 8,5

Todos os caminhos levam a Oblivion! The Elder Scrolls IV: Oblivion Remastered chegou ao Nintendo Switch 2!

Confira a nossa prévia! – CLIQUE PARA EXPANDIR
  • A prévia a seguir foi jogada em inglês (o idioma PT-BR está disponível).
  • Como o jogo já saiu há algum tempo, vamos focar nas informações mais importantes.
  • Nós recebemos a chave da Bethesda! Obrigado, rapazes!

Finalmente, um dos jogos mais amados da Bethesda chegou ao console mais vendido da atualidade, e eu preciso dizer: é uma experiência à parte!

Mas, afinal, já falamos sobre Oblivion anteriormente, aqui mesmo na Safe Zone, e, em questão de história e alguns princípios básicos, o jogo é o mesmo das outras versões!

Informações do game no Nintendo Switch 2

  • Data de lançamento: 11 de agosto de 2026
  • Preço: R$ 249,90 na eShop
  • Tamanho do arquivo do jogo: 58,7 GB
  • Modos de jogo compatíveis: TV, semiportátil e portátil
  • Modo de jogo: Single-player

Vamos primeiro te apresentar ao Oblivion…

O que é The Elder Scrolls IV: Oblivion Remastered?

O game foi desenvolvido pela Bethesda Game Studios em conjunto com a Virtuos (ao menos a versão remasterizada que tivemos anteriormente) e publicado pela Bethesda Softworks.

Oblivion é um RPG clássico, que pode ser jogado em primeira ou terceira pessoa, lançado em 2006 e aclamado tanto por seus momentos divertidos, que geraram e ainda geram memes até hoje, quanto pelo simples fato de tudo ser tão imprevisível.

Ele tem uma história bem legal, com uma temática de queda, além de muitas atividades para o jogador.

No remaster, isso não é diferente: temos algumas mudanças nas mecânicas de jogo e na engine, que, pelo que entendi, é a Unreal Engine 5, o que explicaria o péssimo desempenho em vários PCs na época do lançamento.

Mas, no geral, dá para dizer que é o mesmo game. E, sinceramente, não achei ruim.

A história

Em Oblivion, nosso herói começa preso e, por um acaso do destino, acaba conhecendo o Imperador de Cyrodiil. Ele utiliza a prisão para fugir de um ataque, mas reconhece o rosto do protagonista por tê-lo visto em seus sonhos. Aparentemente, há uma profecia envolvendo tudo isso.

Como não poderia deixar de ser, o jogador logo se vê envolvido nos acontecimentos mais importantes do reino. Para piorar, portais começam a surgir pelos territórios, liberando criaturas horrendas que atormentam tanto pequenos vilarejos quanto grandes cidades.

Diante desse caos, cabe a você salvar o mundo antes que a situação piore ainda mais. Mas é claro que ninguém liga para a história principal, não é? Você tem um mundo inteiro para explorar…

Por que você deveria entrar em uma facção?

Você tem muitas facções nas quais pode entrar, realizar várias missões extras, ganhar equipamentos lendários, conhecer novos personagens e até subir no ranking delas.

Neste momento, já estou finalizando as missões da Dark Brotherhood, que é uma guilda de assassinos que cumprem contratos e precisam agir com furtividade. Eu simplesmente não consegui parar de fazer essas missões. É viciante.

Você precisa usar a cabeça para eliminar os alvos da maneira exigida no contrato. Ao fazer isso, o jogador recebe um bônus em dinheiro e experiência.

Cada facção tem seus próprios alinhamentos, rankings e objetivos. Uma que me interessa bastante é a Guilda dos Magos. Quero ver o que consigo aprender em termos de feitiços, mas, por enquanto, estou completamente focado na Dark Brotherhood.

Jogabilidade explicada

Em Oblivion, precisamos criar nosso personagem e escolher sua classe e seus atributos. A criação de personagem é muito legal. Particularmente, eu gostei bastante, e é mil vezes mais interessante do que a dos jogos mais antigos, embora os personagens antigos fossem bem engraçados.

Após a criação do personagem, selecionamos a classe e a data de nascimento, que, acredito eu, deve conceder alguma vantagem para determinadas classes (não me recordo bem). Por fim, somos liberados para explorar o vasto mundo do jogo.

Por se tratar de um game com um mapa explorável bem grande, dá para dizer que podemos visitar muitos locais, descobrir vários segredos, conversar com diversos NPCs e cumprir muitas quests memoráveis e, ao mesmo tempo, bastante divertidas.

O game foi jogado 90% do tempo no dock e com o controle Pro. Porém, é bem gostoso usar os Joy-Cons também!

Classes

Temos várias classes jogáveis, cada uma com suas especializações, vantagens, desvantagens e, claro, um jeito único de se jogar. Inclusive, é possível criar uma classe totalmente personalizada.

Atualmente, estou jogando como Agent, uma classe que é uma variante do Rogue, o famoso ladino. Meu foco é jogar completamente na surdina, sem que ninguém me veja, tentando eliminar os inimigos com armas como bestas, arco e flecha, entre outras.

E, claro, não pode faltar a famosa lábia, o ato de mentir, enganar e sair por cima em qualquer situação.

O que é legal para mim é que, independentemente da classe com que você jogar, ainda é possível usar equipamentos diferentes, que combinam com outras classes, porque, de fato, você encontra muita coisa legal pelo cenário.

Ambientação e exploração

O cenário do jogo é bem vasto, e você pode ir para onde quiser. Há milhares de NPCs espalhados pelo mapa, cada um com seus próprios segredos.

Você pode sair incomodando todo mundo, roubar as pessoas, invadir suas casas e observar suas rotinas. Eles conversam entre si, e o melhor: as conversas são bizarras, mas cômicas demais para serem ignoradas.

Temos cultos escondidos nas montanhas tentando invocar divindades perigosíssimas, criaturas animadas perambulando pelas florestas, bandidos, monstros e, claro, muitos portais que levam aos reinos diabólicos de Oblivion.

Além disso, há muitos segredos ocultos, dezenas de tumbas infestadas de mortos-vivos e outras criaturas que as protegem.

E, como não poderia faltar, necromantes praticando suas magias obscuras às escondidas da Guilda dos Magos e do resto de Cyrodiil. É muita coisa para explorar!

Muitas pessoas para roubar e saquear, e o jogo é detalhista. Se você atirar uma flecha para cima, é só esperar que ela caia. Você pode manipular objetos e, inclusive, derrubar pratos e itens de cima de mesas, e por aí vai.

Builds

Ainda dá para barganhar e subornar NPCs pela cidade para tentar comprar itens mais baratos e, para isso, usamos nossas habilidades.

É engraçado porque, ao realizar ações como correr ou atirar com arco e flecha, aumentamos nosso nível naquela habilidade específica. E, quando dormimos, podemos escolher atributos para montar uma espécie de build, o que é muito legal.

Você pode se tornar o mestre da lábia no jogo ou simplesmente um ogro que resolve tudo na base da porrada. As possibilidades são inúmeras.

Quests diferenciadas

Vou comentar sobre algumas missões que me divertiram mais do que deveriam, só para você entender o quão incrível esse game era lá em 2006 e, claro, continua sendo ainda em 2025.

  • Você precisa invadir a casa de um cidadão na surdina, à noite, esperar que ele se sente na cadeira favorita dele e dar um jeito de derrubar a cabeça empalhada de um bicho em cima dele.
  • Você precisa estudar a rotina de um ex-chefe da guarda aposentado, acertá-lo com uma flecha envenenada assim que ele tirar sua armadura, recuperar o anel dele e colocá-lo na mesa do escritório onde o guarda que tomou seu lugar passou a trabalhar.
  • Você precisa ajudar uma cidade a remover um feitiço que um mago colocou nela. Todo mundo está invisível, e, inclusive, um dono de taverna está reclamando que é difícil ser dono de uma taverna quando todo mundo é invisível.

Tem outras quests por aí muito mais engraçadas e divertidas, mas acho que essas são bons exemplos.

Era tão bom em 2006 também?

Oblivion Remastered é um game fantástico, muito criativo e que não perdeu sua essência, e não estou falando de gráficos.Falo da época em que a Bethesda ainda criava obras incríveis, que inspiravam jogadores e até outros desenvolvedores.

É claro que o remaster é bugado, assim como o original. Dá até para dizer que os bugs foram remasterizados também.Uma fala específica, que foi gravada de forma errada por uma atriz no jogo original, acabou permanecendo no remaster. Não sei se foi proposital, mas, se foi, achei genial.

Oblivion vem de uma era de ouro da indústria, quando o foco era entregar jogos incríveis e experiências únicas, e não focar nos investidores, que parece ser o que é feito hoje em dia. Claro que nada era perfeito, e também tínhamos problemas naquela época, mas ao menos sabíamos que a criatividade era prioridade nos grandes estúdios.

Ah, detalhe: eu tenho o The Elder Scrolls IV: Oblivion original de PlayStation 3 na minha prateleira. Ou seja, se a nostalgia bater, eu posso ir lá e jogar da forma original em que a Bethesda programou o jogo!

Afinal, como Oblivion está rodando no Switch 2?

The Elder Scrolls IV: Oblivion Remastered até que roda bem. Ele tem quedas de frames, sim, mas, acredite se quiser, está menos frustrante do que quando o game saiu para PC.

Sim, eu tive muitos problemas com o desempenho naquela época. Porém, aqui o game está rodando melhor do que eu imaginava, e os gráficos estão bons.

De fato, temos o famoso serrilhado em certas texturas, alguns personagens com renderização tardia em certas ocasiões e, por fim, alguns bugs menores, como texturas sumindo ou pequenas falhas nas sombras.

Mas, apesar da descrição, não tem nada ali que atrapalhe o jogo, e não fiquei incomodado.

Acho bom ressaltar esses problemas porque, para quem não está acostumado com esse tipo de experiência, eles podem estragar a jogatina.

Mas vale lembrar: as quedas de frames não são um problema tão grave assim, até porque o jogo é extremamente divertido.

Como é jogar Oblivion no Switch 2?

Eu fiz um teste e admito que foi um dos testes mais divertidos que já fiz. Peguei meu Switch 2 e fui para fora de casa. Sentei debaixo de uma árvore aqui e comecei a jogar Oblivion, correndo pelas florestas do jogo.

É algo besta de se fazer? É, mas admito que foi legal (exceto pela parte em que as formigas começaram a subir pela minha calça).

Mas, enfim, eu acabei me viciando no jogo de verdade e amei virar vampiro, caçar todo mundo com arco e flecha, invadir os portões de Oblivion e fechá-los. Gosto das interações engraçadas com os guardas ou NPCs que encontrei pelo caminho.

Acho que Oblivion é o tipo de jogo que parece eterno. Não importa quanto você jogue, você sempre se diverte e descobre alguma coisa nova. E, como de praxe, jogar nos intervalos de trabalho, no ônibus (se você tiver essa coragem) e em viagens é algo a que é difícil se desacostumar. Ainda mais com as músicas que incrementam os diálogos e momentos épicos da nossa aventura.

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