Esse é um jogo que o foco não está na história e sim na ação. A história é bem simples: A nave mãe em formato de PlayStation 5 é atacada pelo vilão do jogo, o Nebulax. Ele rouba as partes da nave e distribui mais de 300 bots por mais de 50 planetas em 6 galáxias. A história é isso aí: Você tem que recuperar as partes da nave mãe, recuperar os bots e matar os chefes.
JOGABILIDADE
Já que história não é o foco, vamos falar então sobre o ponto alto do jogo: Diversão pura! Astro Bot é um jogo de plataforma 3D com bastante ação, exploração e combate. Cada planeta é único, com cenários variados e coloridos, com estilo cartunesco.
O robozinho conta com diversas mecânicas que variam entre os planetas, desde luvas de sapo para socos gigantes, mochila com macaco para escaladas, esponja que absorve água para crescer e apagar fogos, rato para entrar em buracos, se transformar em uma bola de ferro para passar por espetos, um relógio que para o tempo, entre outros. São tantas variações que nem lembrei de todas.
Astro pula, faz pulo duplo, gira e usa as mecânicas únicas de cada planeta para solucionar os problemas de cada planeta. Durante a fase, você tem que procurar peças de quebra-cabeças e os bots perdidos enquanto caminha para a saída. Alguns planetas têm também uma passagem secreta para planetas adicionais em uma galáxia extra.
A gameplay é gostosa, os checkpoints são generosos e você fica sempre com a sensação de estar avançando. Seguindo apenas a missão principal, o jogo é relativamente fácil. Ainda assim, é bastante conteúdo e você terá uma boa quantidade de diversão.
As missões extras e desafios por outro lado, vão testar suas habilidades e persistência.
O jogo explora também bastante a nostalgia e tem umas fases muito bacanas que você joga como outros personagens dos jogos da Sony em planetas temáticos e relacionados. Tem fases com o Kratos de God of War, Alloy de Horizon e Nathan Drake de Uncharted. Como eu não tive os primeiros Playstations, tem vários personagens que eu não conheço, mas que estão lá. Posso te garantir.
O jogo também é muito bonito visualmente e podemos chamar de fofinho. O Astro é cheio de emoções e animações super bem-feitas. Se você aproximar a câmera do Astro, ele te dá tchau. Se ficar parado, ele se deita e fica de boa. Nada revolucionário, mas tudo bem-feito e que agrega valor e carinho ao jogo.
Ao caminhar por cada planeta, Astro “chama” pelos bots perdidos e eles respondem. Fique atento, pois é uma boa dica para a exploração.
Como esse é um jogo da Sony, ele conta com ajuda online para boa parte dos coletáveis. Caso não ache algo, é só usar a ajuda.




DIREÇÃO DE ARTE / TÉCNICA
Tecnicamente o jogo é padrão Sony de qualidade. Como o jogo já tem praticamente dois anos e eu não joguei no lançamento, não posso avaliar a qualidade dele naquele momento, mas atualmente não peguei nenhum BUG. Tudo funcionou perfeitamente.
O jogo usa um motor gráfico proprietário que executa muito bem a ideia e conceito do jogo. Embora não tenha Ray Tracing, o motor atende aos objetivos do jogo tais como física avançada com simulação de fluídos, destruição e deformação de materiais tais como neve e areia. Astro roda liso a 60 fps com resolução dinâmica 1440p a 4K no PS5 base e no Pro ele corre a 4K basicamente por todo o tempo.
As sombras usam cascaded shadow maps tradicionais e iluminação pré-calculada tradicional com Screen Space Reflections.
Um ponto de destaque é o uso sensacional do controle Dual Sense. O feedback háptico do controle nesse jogo é incrível. As diferentes texturas do jogo são replicadas no controle. Você consegue sentir a grama, areia, metal, vidro, entre outras superfícies, a chuva caindo na cabeça do Astro. Tudo com muita fidelidade.
O controle fica “pesado” quando você fica gigante e encharcado como esponja.
Em alguns segredos e quebra cabeças, você tem um feedback de liso e áspero que lhe indica para empurrar superfícies.
Tem também a dinâmica de assoprar o controle para apagar chamas, espalhar flores ou mover cataventos.
Tem também mecânicas de inclinar o controle para mover a nave ou plataformas.
Quando você não está usando fones de ouvido, o jogo também faz uso intenso do alto falante do controle aumentando bastante a imersão.
As músicas são superdivertidas e bem relacionadas com cada fase e os efeitos sonoros são sempre muito engraçados. Soma muito ao contexto geral do jogo.
A POLÊMICA DO GOTY
Como todos sabem, Astro Bot venceu o GOTY de 2024 e naquele momento eu não podia julgar pois não tinha jogado ainda. Embora isso seja tudo muito subjetivo e sujeito ao gosto pessoal de cada um, fui revisar a lista dos indicados.
Entre Balatro, Black Myth: Wukong, Elden Ring: Shadow of the Erdtree, Final Fantasy 7 Rebirth e Metaphor Refantazio, Astro Bot fica muito bem-posicionado.
Eu particularmente, escolheria Black Myth: Wukong pelo escopo do jogo. Para muitos, deveria ter sido FF7. Os demais eu realmente descartaria como candidatos.
- Jogo comprado via PlayStation Store
Astro Bot
Astro Bot é um ótimo jogo de plataforma e gostosinho de jogar. Lembra muito os jogos da Nintendo mas tem a personalidade da Sony bem incutida.
É diversão certa se você gosta de jogos plataforma. Levei 26 horas para terminar o jogo e faltou muita coisa para platinar. Acredito que deve levar mais umas 20 horas para platinar.
Quer uma nota? 91
