No Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos, celebrado neste 30 de janeiro, a MSP Estúdios destaca a força de uma linguagem que marcou gerações de leitores no Brasil e segue viva, pulsante e em constante diálogo com o presente. Fundada por Mauricio de Sousa, a empresa construiu um dos maiores catálogos de quadrinhos do mundo, com personagens que atravessam décadas sem perder relevância, mantendo os gibis e livros como base central de sua produção.
Para Marina Sousa, diretora-executiva da MSP Estúdios, os quadrinhos são um espaço central de criação da companhia. “É nos quadrinhos que nossos personagens e histórias nasceram e continuam se desenvolvendo. A partir deles, ampliamos as formas de leitura e de contato com o público, sempre respeitando a essência desse formato”, afirma.
Mauricio de Sousa e as HQs – O início de tudo
O primeiro contato de Mauricio de Sousa com os quadrinhos aconteceu ainda na infância, quando encontrou um gibi pelas ruas do interior paulista. Mesmo antes de saber ler, pedia que a mãe narrasse as histórias, e o fascínio pelo formato foi decisivo para sua alfabetização. O desejo de compreender aquelas narrativas o levou a aprender a ler para, ele próprio, mergulhar nos quadrinhos.
O primeiro personagem criado por Mauricio foi o Capitão Picolé, aos 12 anos, em Mogi das Cruzes. Já como profissional, iniciou sua trajetória na década de 1950 publicando tirinhas em jornais paulistas. Em 1959, criou Bidu e Franjinha, que estrearam nas páginas de “Bidu e Zaz Traz!”, marco inicial de um universo autoral que viria a se tornar um dos mais importantes da cultura brasileira.
O Bairro do Limoeiro e a consolidação de um universo
Em 1960, nasceu o Cebolinha, inspirado em um amigo de infância de Mauricio de Sousa, tornando-se o primeiro personagem do Bairro do Limoeiro a protagonizar tirinhas próprias. No ano seguinte, surgiu o Cascão, menino que morria de medo de água.
Em 1963, a criação da Mônica marcou uma virada na trajetória do autor. Inspirada em uma de suas filhas, a personagem forte e carismática assumiu o protagonismo das histórias. Já a Magali, criada em 1964 e também inspirada em uma de suas filhas, passou a integrar o grupo pouco depois. Milena chegou à turma em 2018, a partir de escutas e diálogos com o público, e terá sua primeira revista solo em 2026, com edições quinzenais.
Chico Bento e o Brasil do interior
Criado no início da década de 1960 a partir de uma encomenda da Cooperativa Agrícola de Cotia, Chico Bento surgiu para retratar, com humor e sensibilidade, a vida no campo. O personagem rapidamente conquistou o público, e suas histórias passaram a se expandir naturalmente, apresentando o cotidiano da Vila Abobrinha e um conjunto de personagens recorrentes que fazem parte de seu universo, como Rosinha, Zé Lelé e Hiro, além de figuras como Nhô Lau e o primo Genesinho.

Monicaverso
A MSP reúne em seu acervo digital versões dos gibis clássicos e históricos de diferentes universos, como a Turma da Mônica, Turma da Mônica Jovem, Chico Bento e Chico Bento Moço, além das famosas paródias e graphic novels. A plataforma também conta com conteúdos desenvolvidos especialmente para o ambiente digital, como as webtoons, que são HQs em formato vertical que conectam personagens clássicos a temas contemporâneos.
Mais de 1 bilhão de gibis vendidos
As revistas da Turma da Mônica já ultrapassaram a marca de 1 bilhão de exemplares vendidos. Atualmente, a MSP Estúdios produz mais de 1.500 páginas inéditas por mês, entre gibis, coleções e materiais educativos que chegam a milhões de leitores.
“Estamos comprometidos em dar continuidade ao legado construído pelo Mauricio, preservando os valores que sempre defendeu, ao mesmo tempo em que olhamos com atenção para o futuro e abraçamos as mudanças na sociedade. São elas que nos impulsionam a levar a MSP a novos territórios, formatos e narrativas”, defende Marina.
