Resident Evil Requiem | PS5 PRO

Confira a análise completa de Resident Evil Requiem! Descubra os detalhes da história, inovações na gameplay e o visual incrível no PS5 Pro e PC

A história se passa em outubro de 2026, cerca de 28 anos após a destruição de Raccoon City, e gira em torno das consequências de longo prazo do surto do T-Virus, incluindo uma “Síndrome de Raccoon City” que afeta sobreviventes do incidente de 1998. 

A protagonista principal é Grace Ashcroft, uma analista introvertida e inexperiente em combate do FBI, filha da jornalista Alyssa Ashcroft (de Resident Evil Outbreak). Ela é enviada para investigar uma série de mortes misteriosas de sobreviventes de Raccoon City, começando por um corpo encontrado no abandonado Hotel Wrenwood — o mesmo local onde sua mãe foi assassinada anos antes, em um evento traumático para Grace.  

Paralelamente, o veterano agente Leon S. Kennedy (de Resident Evil 2, 4, 6,), agora do DSO e lidando com sintomas de uma infecção dormente relacionada ao T-Virus, é envolvido na investigação após o desaparecimento de um policial no mesmo hotel. Seus caminhos se cruzam, levando-os a locais como o Centro de Cuidados Crônicos Rhodes Hill e as ruínas de Raccoon City, onde enfrentam ameaças ligadas ao legado da Umbrella Corporation, incluindo antagonistas como o ex-cientista Victor Gideon. 

A história é bem clichê. Não espere nada shakespeariano e para não dar spoilers, vamos parar por aqui.  

Gameplay 

Resident Evil Requiem é mais de Resident Evil! E isso é ótimo!! A Capcom tem evoluído a fórmula sem perder a essência do jogo e dessa vez inovaram com as mecânicas da Grace e do Leon. Por padrão, Grace joga em primeira pessoa e Leon em terceira pessoa. Isso pode ser alterado, mas achei essa mecânica interessante. 

Dessa forma, Grace tem a mesma pegada de RE7 e 8 e Leon tem a dos Resident originais.  

Bem, se você é novo na franquia, vou explicar então o que é um jogo ser “Resident Evil”. O jogo segue uma linha de mapa relativamente linear, onde algumas portas estão abertas e outras inicialmente fechadas. Sua gameplay, será encontrar os itens que abrem as portas, armários, cofres e resolver puzzles para evoluir no mapa e, portanto, na história. 

Como todo RE, os recursos são escassos e precisam ser bem dosados. Por recursos, entenda, munição, vida e itens de criação. Ao matar os zumbis e monstros, é preciso sempre tentar mirar na cabeça ou no caso dos chefes em pontos fracos específicos. Aliás, esse é um ponto marcante na franquia: é difícil acertar os bichos. Estão sempre com a cabeça mexendo e acertar leva um tempo até pegar o jeito. 

Em muitos casos, os zumbis revivem e renascem, então nem sempre vale a pena matá-los. Às vezes, fugir é mais negócio. 

Como na maioria dos RE, tem sempre um bicho forte que fica passeando pelo mapa e te encurralando e o melhor é desviar e despistá-los pelo mapa. 

Ao contrário de RE anteriores, onde as salas individuais eram pintadas de azul quando você achava todos os itens, aqui não tem mais isso, embora o jogo compense, marcando no mapa os itens à medida que você passa por eles caminhando. 

O espaço do inventário, como todo RE, é bem limitado no caso da Grace. O do Leon achei bem generoso. Isso te obriga a gerenciar o que carregar e o que deixar no depósito.  

A gameplay aqui vai alternando a Grace e o Leon. A linha do tempo da história deles corre em paralelo e eles se encontram de tempos em tempos para avançar a narrativa. Achei sensacional a forma como fizeram. 

Achei o level design bem-feito, com os atalhos colocados de forma a minimizar ficar andando demais pelo mapa após resolver certos pontos. Mesmo assim, se prepare para um certo vai de um lado pro outro, mas nada que atrapalhe. Aliás, é o que um RE faz bem-feito! 

Eu particularmente levo altos sustos nesses jogos, mesmo que muitas vezes você já saiba que vai ter uma treta após determinado evento. Por exemplo, digamos que você tenha que achar três parte de algo para abrir uma porta. A cada peça que você encontrar, provavelmente terá um monstro surgindo e te colocando pra correr.  

E tem os sustos tradicionais de terror que é você virar uma esquina e um bicho pular em cima de você, ou um zumbi estar no chão “parecendo” morto e quando você passa ele pula na sua perna. Coisas que podem parecer bobinhas, mas é o que dá a atmosfera no jogo. 

Aspectos Técnicos 

Eu joguei a versão do PlayStation 5 Pro em modo RayTracing e se puder resumir em uma única palavra, posso usar sensacional. Finalmente, o PS5 Pro disse ao que veio! Vamos destrinchar essa parte. 

Se você não é uma pessoa técnica, pode não tem ouvido falar ou se ouviu não sabe o que são os tais Upscalers. Eles são programas que melhoram a resolução dos jogos atuais para rodarem a 4K na sua TV com desempenho superior. Isso significa que na prática o jogo roda nativamente em uma resolução menor, mas o Upscaler faz o trabalho, usando inteligência artificial, de levar o jogo para a resolução desejada, no caso 4K. 

O PS5 Pro veio com um upscaler nativo chamado PSSR (PlayStation Spectral Super Resolution). A ideia era fazer o que disse acima, mas na prática o resultado foi em sua grande maioria meio decepcionante.  

Resident Evil Requiem é o primeiro jogo lançado que usa a versão PSSR2 e o resultado é incrível. Reflexos e iluminação global por RayTracing. Isso se traduz em reflexos e iluminação ultrarrealistas, isso tudo rodando a 60 quadros por segundo, com uma gameplay super fluída.  

A versão para PC conta ainda com PathTracing que é um sistema ainda mais sofisticado de traçados de raio. 

O jogo foi desenvolvido com a versão aprimorada do RE Engine e é um deleite aos olhos. Personagens super bem modelados, com fios de cabelo recebendo iluminação individualizada, os olhos, tudo é de uma qualidade surpreendente. E não estamos falando apenas nas Cutscenes mas durante a gameplay também! 

O jogo faz um bom uso dos haptics do controle DualSense e até senti um leve uso dos gatilhos, mas foi bem sutil. 

O jogo está totalmente dublado em português e é uma dublagem de altíssima qualidade. Faz uso de palavrões nos momentos certos, sem exagero. Está super bem contextualizado para o nosso idioma. 

Os ruídos e o áudio 3D estão soberbos e recomendo fortemente jogar com fones de ouvido para sentir perfeitamente de onde vêm os sons. 

As animações todas estão super bem-feitas. Um exemplo, o Leon ao recarregar a arma usando a lanterna, usa a cabeça e o ombro para apoiar.  

Veredito

Resident Evil Requiem é mais um excelente jogo da franquia, se não o melhor! Se você já é fã, nem pense duas vezes, mergulhe agora nessa jornada. Se nunca jogou, pode começar por aqui. Não há necessidade de jogar os outros para se contextualizar.  

Levei 14 horas para finalizar uma RUN e adorei a forma como a narrativa se desenvolveu. E o tamanho pode parecer pequeno, mas foi ideal. Se fosse maior, talvez perdesse o charme. Tamanho não define qualidade de jogo. Jogo bom é aquele que te prende pelo tempo que está jogando, sejam 10 ou 100 horas.