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REVIEWFinal Fantasy XVI | Xbox
Épico, emocionante, mas também, cansativo
Por Hornet · 8 min de leitura

Final Fantasy foi inicialmente famosa por apresentar um combate através de turnos e que requisitava estratégia por parte dos jogadores, mas o 16º jogo da tão famosa série de jogos criada por Hironobu Sakaguchi, veio com o objetivo de trazer uma nova visão para franquia.
A história se passa em Valisthea, um mundo com vários reinos distintos, que a dependem dos Cristais-máter e sua magia para fazer tarefas simples, e até com propósitos militares, como as guerras e cruzadas.
Nessa jornada, somos apresentados a Clive Rosfield, nosso protagonista, primogênito do Duque de Rosaria, e irmão mais velho de Joshua Rosfield, o Dominante do Eikon Fênix.
Os Eikons são criaturas enormes e poderosas, no total temos 10, cada um dominando diferentes elementos:
- Fênix: Eikon do fogo
- Garuda: Eikon dos ventos
- Titã: Eikon da terra
- Ramuh: Eikon dos raios
- Leviathan(disponivel na segunda DLC do jogo): Eikon da água
- Shiva: Eikon dá água
- Odin: Eikon da escuridão
- Bahamut: Eikon da luz.
- Ifrit: entidade misteriosa, também Eikon do fogo, igual a Fênix
Por não ter sido abençoado com um Eikon, Clive é constantemente rejeitado por sua mãe, que o vê como indigno a família real, apenas um fardo.
Apesar disso, Clive treinou duramente como um soldado, se tornando o primeiro escudo de Joshua, uma pessoa cuja função é proteger o dominante pessoalmente.
Em uma noite, antes do rito de passagem de Joshua para se tornar o dominante protetor de rosaria, o castelo onde estavam se abrigando, é atacado de surpresa pelos soldados do reino de Sanbreque, causando a morte de vários, inclusive do pai de Clive e Joshua (uma cena bem pesada inclusive, para os padrões de Final Fantasy) vendo a morte de seu pai, e quase sendo morto pelos soldados, Joshua manifesta a Fênix, e então mata todos os soldados que ali estavam.
Clive também se desespera vendo seu irmão se transformar, e misteriosamente se transforma em um segundo Eikon de fogo, totalmente fora do controle, e mata Joshua após uma batalha épica.
Anos se passam, e descobrimos que Clive foi vendido como um portador (algo semelhante a um escravo) por sua própria mãe. agora adulto, ele é enviado a uma batalha onde os Eikons Titã e Shiva estavam lutando entre si em uma guerra.
Após algumas sessões de gameplay, descobrimos que a dominante da Shiva, é Jill Warrick, amiga de infância de Clive, com que faz que ele se vire contra o império, e salve a vida dela, logo depois somos salvos por Cid, o Dominante de Ramuh, Lider da Resistência que procura libertar os portadores e dominantes.
A Square enix investiu pesado na história, que une muito bem traição, vingança, política, romance e Fantasia.
Aqui temos a maior mudança em relação aos jogos anteriores, o combate agora está totalmente voltado a ação.
Clive pode atacar com sua espada apertando X, e lançar projéteis mágicos apertando Y, você também tem sua esquiva que fica no RB, se você acertar o tempo correto de desviar, o tempo irá desanelar e Clive dará um golpe mais forte no oponente.
Também temos as habilidades características dos Eikons que fica no B, no início você terá somente a fênix, onde sua habilidade é dar um avanço longo em direção ao inimigo, e temos as habilidades de ataque, que são sua principal fonte de dano, incialmente você só terá duas, mas é possível equipar até 3.
O Combate do jogo está incrível, mas não é à toa. Porque o diretor de combate é nada mais nada menos que Ryota Suzuki, que trabalhou em jogos com Devil May cry, Monster Hunter e Dragon’s Dogma, então você vai perceber muito do DNA de todos esses jogos durante sua gameplay.
Mas, me deparei com um problema, o combate do jogo pode até ser muito bom, mas você demora muito para adquirir outras habilidades, seus combos dependem muito das habilidades de Eikon, e até conseguir equipar 6 habilidades para conseguir variar, você levará até 10 horas de jogo, então até lá, se prepare para ver os mesmos 6 ataques durante as lutas.
Mas apesar de você poder equipar elementos com seu personagem, eles não fazem nenhuma diferença no combate.
Sim, trocar de elementos não mudam nada, a não ser suas habilidades, não importa se você vai enfrentar um monstro de fogo, e usar o elemento gelo por exemplo, você vai dar o mesmo dano se estivesse usando o elemento fogo, e por aí vai.
Não existe uma estratégia no combate, agora é totalmente voltado para ação, com foco em desviar de ataques e espamar suas habilidades
Agora minha parte favorita, existem várias batalhas contra Eikons, e é uma melhor que outra, se você é fã de Tokusatsu ou Kaiju, esse jogo é um prato cheio.
Efeitos visuais (até demais), efeitos sonoros, batalhas megalomaníacas e exageradas, foi a melhor representação de briga de monstros gigantes que já tive o prazer de experimentar um jogo de videogame, claro, também tem seus problemas, como um certo excesso de quick time events, mas isso não chegou a me incomodar, para falar a verdade, eu até gostei, o titã e o Bahamunt foram de longe as minhas batalhas favoritas. E todas as lutas do jogo acompanham a trilha sonora épica de Masayoshi Soken, eu te desafio a encontrar uma música ruim nesse jogo.
Agora, meu maior problema com esse jogo, Final Fantasy XVI tinha tudo para pegar os mapas de seus jogos anteriores (até o remake de FF7) e melhorar mais ainda!
Mas não foi isso que aconteceu, o mapa de FF16 não é mais mundo aberto igual seu antecessor, mas isso não seria um problema, se a Square Enix tivesse colocado atividades secundárias, todos os mapas do jogo são vazios, onde as unicas coisas que você tem para fazer são monstros aleatórios para matar, e itens jogados no chão para coletar, e você tem as Side Quests.
As side quests foram outro ponto que me incomodaram bastante, são exatamente a mesma coisa, vá para o ponto X e mate X inimigos, ou vá até local X e converse com fulano e volte aqui.
Algumas são realmente boas, que revelam detalhes de personagens secundários que a main quest não fala sobre, ou algumas que desbloqueia novas funções para sua gameplay, como aquela que desbloqueia o Chocobo para você usar nos mapas abertos.
O jogo também peca bastante no ritmo da Quest principal, em uma hora você está lutando com um Eikon de 300 metros com uma música épica, e logo após você fica 3 horas fazendo absolutamente nada de relevante, o jogo te manda pra uma vila aleatória para matar monstros, ou juntar materiais para algum NPC.
E você fica repetindo esse mesmo ciclo toda vez que termina um reino, é algo que pode não incomodar muita gente, mas me incomodou bastante, ao ponto da minha jogatina ficar cansativa, já cheguei até a bocejar em certas partes, o jogo é incrivel quando está seguindo a história principal sem enrolações, mas esses defeitos podem fazer algumas pessoas desgostarem da progressão.

Final Fantasy XVI foi incialmente lançado como exclusivo para PS5 em 22 de junho de 2023, tendo sua versão para PC lançado em 17 de setembro de 2024, e recentemente, tivemos o port tão esperado para Xbox series no dia 8 de junho de 2025.
Eu joguei no Xbox Series S e no PC via Play Anywhere, então eu estava com o save dos dois sincronizados. No Series S, o jogo estava travado a 30 FPS e 1080P(podendo cair até 720P) em 80% do jogo eu percebi que a imagem estava muito embaçada, tanto que em certas partes até chegava a incomodar meus olhos, ou entender o que tinha no horizonte, apesar disso, não tive nenhum problema gráfico ou de queda de frames, ou crashs, com o jogo mantendo seus 30 FPS durante toda jogatina.
já no PC a história foi outra, joguei ele com os gráficos no médio a 60 FPS e 1080P, ele manteve essa taxa de frames por maior parte do tempo, mas em alguns momentos específicos, como nas cenas em que a fênix aparecia na tela, ou um monstro com muitas penas, meu jogo simplesmente morria, e os frames chegavam a cair até 15 FPS.
E tive um certo bug, após horas prologadas de Gameplay, o FPS do jogo simplesmente morre, mesmo que eu não esteja em uma área pesada, não importava se eu mudasse os gráficos para o mais baixo possível, ou diminuísse também a resolução, a única solução era reiniciar o jogo, só assim ele voltava ao normal.

Resumidamente, tive menos problemas jogando no Xbox Series S do que no PC, apesar da qualidade ser superior, as quedas de frames do PC chegavam a atrapalhar a jogabilidade.
Final Fantasy XVI | Xbox
Apesar de seus problemas de ritmo e sidequest, Final Fantasy XVI brilha do início ao fim, sua história é fantástica e emocionante, a nova gameplay focada em ação é divertida e viciante, não me senti enjoado nenhuma vez, Ryota Suzuki fez um trabalho incrível.
E apesar de não ter queda de frames e problemas gráficos aparentes, a resolução do baixíssima no Series S pode incomodar até aqueles que já estão acostumados com o console, e no PC, as quedas de frames frequentes podem incomodar e atrapalhar a sua jogatina.