Em meio à onda de novos jogos do gênero Soulslike, Mortal Shell 2 chega com uma proposta corajosa e que mostra grande evolução!
Premissa
A história gira em torno do personagem Arauto (um vazio), que tem como objetivo explorar e desvendar os segredos da devastada Fainweald, buscando recuperar os casulos sagrados da entidade conhecida como Mãe Umbral.

Gameplay original
É difícil criar um novo Soulslike em meio a tantas obras já consagradas, e a Playstack Games consegue não só trazer uma gameplay de qualidade, mas também original. Em Mortal Shell 2, nós temos agora um combate mais fluido e com maior variedade. Um grande acerto é que não temos uma barra de stamina (graças a Deus), que é o terror da maioria dos jogadores.
O combate se baseia no sistema de carcaças, que nada mais são do que “armaduras” que você pode alterar ou mesmo ir até o fim do game com a mesma carcaça. São várias carcaças que você vai coletando ao longo da jornada, e cada uma delas possui habilidades únicas, servindo para montar a build que mais se adequa ao jogador. O combate também se baseia fortemente no sistema de parry; eu diria que é obrigatório aprender a mecânica, sem isso, fica muito mais difícil prosseguir no jogo.

Sobre armas, temos uma variedade interessante, sendo possível coletar muitas delas espalhadas pelo mapa. Você pode equipar uma arma principal e uma secundária, e também fazer combos de buff com pedras que vamos coletando pelo caminho, é possível, por exemplo, usar dano de veneno na arma principal ao mesmo tempo que usa dano de fogo na arma secundária, e isso funciona de forma perfeita.

Pode-se fazer upgrades dos equipamentos na forja, bem como upar o nível do personagem e suas habilidades. O mapa do game é um mundo aberto, no qual podemos explorar diversas áreas sem uma ordem específica, mas precisando sempre tomar cuidado com o nível dos inimigos.

E, como é de lei em todo Soulslike, nós temos batalhas interessantes contra Chefes e Sub-Chefes. O único ponto negativo que encontrei no game é que na reta final ele não se torna tão memorável; acredito que faltou algo a mais no último ato da campanha, que pode durar cerca de 25 horas.
Gráficos, direção de arte e trilha sonora

Os gráficos são um grande ponto alto, mostrando realmente que o jogo tem “cara” de geração atual. É realmente incrível a qualidade dos gráficos, e, mesmo no modo desempenho, o jogo fica lindo. No tocante à direção de arte, o game se sustenta super bem, trazendo visuais impressionantes e bem coloridos. Algo muito marcante em jogos do gênero Soulslike é a sua trilha sonora, sem dúvidas. Em Mortal Shell 2, temos uma trilha sonora que funciona muito bem e se destaca.

Experiência no DualSense e desempenho no PS5 Pro
O game possui compatibilidade com as funcionalidades do controle DualSense, como a vibração imersiva, permitindo sentir mais precisão na função tátil do controle. Além disso, também temos recursos de economia de energia no console, aliado ao sistema.
No PS5 Pro, Mortal Shell 2 funciona com visuais aprimorados, fornecendo modos de qualidade e desempenho. Minha experiência foi totalmente no modo desempenho, onde o jogo brilha, entregando 60 FPS na maior parte do tempo. Tive algumas quedas de FPS, mas nada comprometedor ou incômodo.
Conclusão

Mortal Shell 2 se consolida como uma obra corajosa ao recusar a rota segura das sequências previsíveis, mostrando evolução e enriquecendo o gênero Soulslike.
