Resonance: A Plague Tale Legacy marca um novo ápice para a Asobo Studio e para a aclamada franquia A Plague Tale. O estúdio conseguiu pegar elementos já conhecidos da série, reformulá-los e apresentar uma experiência que se distancia bastante de seus antecessores sem abandonar a identidade construída ao longo dos anos.
Narrativa intensa e impactante
A história acompanha a jovem saqueadora Sophia, que está em fuga e viaja para a misteriosa Ilha do Minotauro. No local, Sophia busca desvendar os segredos do seu passado e embarca em uma aventura desafiadora.
Durante essa jornada, vivemos momentos intensos e impactantes, que não são pesados como em A Plague Tale: Requiem, sendo uma forma diferente de contar a história, mas que continua com o selo de qualidade da Asobo Studio. Sou um grande fã da franquia e joguei o game do início ao fim com um sorriso largo no rosto, uma sensação única.

Campanha maior e mapas mais abertos
Em se tratando de tempo de jogo, a média de duração da campanha de Resonance: A Plague Tale Legacy é entre 15 e 20 horas, mas, como o jogo tem mapas mais abertos, o tempo pode aumentar.
Levei cerca de 25 horas para finalizar o jogo e, depois, com a Platina, terminei com 50 horas. O jogo possui 13 capítulos e a totalidade do seu conteúdo é maior comparada ao Requiem, tornando a campanha ainda mais satisfatória.

Sophia é uma personagem incrível
Quem conhece a franquia A Plague Tale sabe que o trabalho da Asobo Studio com seus personagens é de extremo carinho e capricho, fazendo com que o jogador se apaixone e crie um laço emocional com eles. E, no tocante à Sophia, não foi diferente: você se apega a ela em poucos minutos de jogo. De fato, é impressionante o quão carismática e bela Sophia é.
O desenvolvimento e crescimento da personagem no decorrer da narrativa é extremamente positivo. O jogo também possui outros personagens interessantes que tornam a jornada ainda mais marcante.

Muitas diferenças entre Amicia e Sophia
Aqui é o maior ponto positivo de Resonance: A Plague Tale Legacy: o game proporciona uma gameplay muito diferente com Sophia, e isso faz total sentido. Sophia é uma mulher de 22 anos, que treinou e se preparou para o combate, diferente de Amicia, que era adolescente, na faixa dos 16 anos, e teve que aprender a se virar sozinha.
Poucas vezes eu presenciei, na indústria dos jogos, uma evolução tão gigantesca assim de um jogo para o outro, e aqui são propostas e jogos totalmente distintos, e isso é maravilhoso.
Abaixo, destacamos as novidades de um modo geral:
O combate soa como uma música
Com Sophia, o combate é variado e funciona como se fosse um ritmo musical, de tão belo e bem executado que é. Nós usamos lâminas rápidas que contam com habilidades únicas, e é possível realizar ataques leves e carregados, encaixando sequências de parry, que funciona super bem.
A questão do parry pode ser um pouco difícil dependendo da dificuldade escolhida. O jogo possui vários níveis, entre eles: modo Narrativo, Fácil, Normal, Difícil e Pesadelo.
Ao derrotar inimigos, a vida de Sophia se recupera. Isso é importante, já que não há item de cura. Existe uma barra especial, como se fosse uma “fúria”, que, quando carregada, permite ao jogador executar um golpe giratório fatal, que nos salva de muitas situações de perigo.

Outro ponto interessante é que podemos usar amuletos de forma cumulativa (você equipa todos juntos), gerando certas skills para Sophia. Além disso, é possível desbloquear habilidades em uma árvore que servem para complementar e melhorar ainda mais o combate.
Algo que também é novidade e merece atenção é que Sophia possui um equipamento chamado de esfera (além de um livro), que ajuda na resolução de puzzles e serve como um guia na nossa jornada, até sendo usado nos combates de forma estratégica.

Você irá perceber que tudo isso é como dançar no ritmo de uma música e soa de forma perfeita.
As novidades na gameplay não param por aí
Agora, podemos escalar graças ao equipamento de gancho e corda de Sophia, possibilitando ainda puxar inimigos, derrubando-os e causando-lhes atordoamento.
Também temos o famoso botão de pulo, e isso ajuda muito, pois há momentos em que precisamos pular entre áreas ou realizar kills aéreas, usando o stealth e pulando sobre os inimigos em determinadas áreas.
Vale lembrar que temos um botão de chute, que pode ser usado tanto para empurrar inimigos quanto para dar voadora (sim, isso é verdade).

Inimigos aumentam a imersão e o medo
Por conta do foco no combate, temos uma variedade boa de inimigos que aparecem em grande quantidade, entre eles, soldados e criaturas sombrias.
O medo que o jogo proporciona em certos encontros com essas criaturas é muito maior do que os ratos em A Plague Tale: Innocence e Requiem. Temos ainda algumas pequenas batalhas contra chefes.

Gráficos, direção de arte e trilha sonora
O game conta com um visual impecável. Os cenários são deslumbrantes e, a todo momento, dá aquela vontade de parar e só apreciar a paisagem.
A direção de arte é impressionante, contando com uma bela fotografia. Em muitos momentos do jogo, temos partes mais coloridas e vibrantes; em outros, um ambiente extremamente sombrio que traduz muito bem o momento da narrativa.
Tudo se encaixa de forma natural com a trilha sonora, que sempre foi um dos pontos mais altos desde A Plague Tale: Innocence.

Experiência impecável no PS5 Pro e DualSense
A experiência é ainda melhor com o aproveitamento máximo das funcionalidades do DualSense, como os gatilhos adaptativos e o sistema de feedback háptico na vibração avançada, que mostra texturas e ações no ambiente.
Além disso, o game conta com as famosas melhorias do PS5 Pro (PS5 Pro Enhanced), que trazem resolução superior, Ray Tracing avançado e desempenho otimizado.
Tudo isso torna Resonance: A Plague Tale Legacy ainda mais belo. Cabe destacar que, durante a minha jornada de 50 horas, não tive qualquer problema técnico com o jogo.

Uma Platina extremamente satisfatória
Algumas dicas rápidas para quem gosta de caçar troféu de Platina: Resonance: A Plague Tale Legacy possui, no total, 37 troféus, sendo: 22 de Bronze, 9 de Prata, 5 de Ouro e 1 Platina.
É razoavelmente fácil conquistar o 100% do game, que foca em alguns troféus que exigem ações específicas de combate, itens de coleção, desbloqueio de habilidades e conclusão de capítulos.
Com 50 horas, eu tinha tudo desbloqueado, ressaltando que explorei muito os mapas e aproveitei ao máximo a minha experiência. É, sem dúvidas, uma das Platinas mais satisfatórias de se conquistar.

Conclusão
Resonance: A Plague Tale Legacy é o ápice da franquia, tornando-se o eco definitivo de genialidade da Asobo Studio: a sua maior, mais corajosa e inquestionável obra-prima
