A história
Wolverine se passa em um período em que os X-Men não existem. A trama revela que James “Logan”, vivia num estado feral na selva até ser resgatado por Nathaniel Essex (o Sr. Sinistro). Essex formou a Equipe X, um grupo que funcionava quase como uma família disfuncional para Logan, composto também por Mística e Dentes-de-Sabre. Logan acabou por abandonar este grupo e passou anos afastado.
No presente da narrativa, os mutantes começam a desaparecer, sendo caçados pelo exército privado do empresário anti-mutante Bolivar Trask e os seus ciborgues, os Reavers. Trask utiliza tecnologia avançada capaz de detetar e bloquear os poderes mutantes.

Quando Nathaniel Essex é capturado pelas forças de Trask, Logan junta-se novamente a Mística e Dentes-de-Sabre para invadir as instalações do vilão e salvá-lo. Durante a invasão, enfrentam o mutante Omega Red, que trabalha para Trask. A busca leva os heróis a locais icónicos como a ilha de Madripoor.
Ao longo da jornada, a dinâmica do grupo muda drasticamente. Logan, que sofre de amnésia e tenta juntar os fragmentos do seu passado,começa a perceber que o “salvador” Nathaniel Essex esconde segredos obscuros. O cientista demonstra saber muito mais sobre a origem e a mente de Logan do que aparenta, gerando um clima de desconfiança sobre as verdadeiras intenções por trás da criação da Equipe X.
Ao lado de aliados como Jean Grey, Logan é obrigado a parar de fugir do seu passado para conseguir enfrentar a extinção iminente dos mutantes.
A polêmica da Sweet Baby e a agenda “woke”. No alto de meus 58 anos de idade, me considero uma pessoa extremamente tolerante. Se algo está exageradamente forçoso, me sinto no direito de eventualmente demonstrar meu desconforto.
Sinceramente, achei o jogo extremamente tranquilo. Logan é heterossexual e dá uns pegas na Jean. Mystique é bissexual, mas isso ela já é nos quadrinhos desde os anos 80.
Ahhh mas visualmente isso ou aquilo. Aí deixo para a percepção de cada um. A mim, nada me incomodou. ZERO.
E a violência, característica de Wolverine está presente em toda sua glória. Sangue jorra e membros são cortados de forma graficamente impactante.
Gameplay
Vamos falar do que realmente interessa: A Gameplay.
Wolverine segue a tradicional fórmula da Sony: Terceira pessoa, câmera sobre os ombros e narrativa recheada de cutscenes. É uma fórmula que já mostra sinais de cansaço, ao menor para mim. Entretanto, entendo que para o público casual, que joga um ou dois jogos por ano, ela ainda tem seu apelo.

A gameplay, por contar com essa fórmula Sony/Insominiac segue um estilão bem “homem aranha”, ao menos no combate.
E aqui podemos dizer que o combate é sim, bastante repetitivo. Apesar disso, é legal. É o famoso descomplicado, que favorece uma jogatina despretensiosa, sem stress. Você amassa os botões e vê o Wolverine amassando e estraçalhando os inimigos. Além disso, você faz combos com a Jean, a Mystique ou o dentes-de-sabre.
Como a história e a narrativa são boas, você está sempre motivado a seguir em frente.
O jogo explora o sistema de regeneração do Wolverine, as roupas se rasgam, sangue espirra, pernas e braços voam.
O mundo é bastante linear com pequenos pedaços semiabertos, como no Japão. E o tal rastro azul? É o cheiro do personagem que o Logan está seguindo ou procurando. Poxa, mas isso torna o jogo muito fácil!

Na prática, faz pouca diferença, já que você saberia para onde ir. Em algumas fases que tem muitos becos, diria que foi interessante para você não perder tempo na tentativa e erro, tentando achar pra onde ir.
Aliás, além do rastro azul, ainda tem o R3 que mostra o objetivo quando não tem cheiro para seguir. O jogo também conta com a famosa “tinta branca”, objetos piscando etc. É bem linear, e como disse acima, torna o jogo simples e pouco estressante.
A IA do jogo também é fraca. Muitas vezes os inimigos ficam olhando para o nada, você se aproxima e mata no Stealth facilmente. Mata um ao lado do outro e o outro nem sempre percebe, apesar do barulho.
Como todo jogo da Sony, tem os coletáveis que aqui são as garrafas de uísque, as caixas de materiais e as portas do pesadelo que são as que abrem as memórias do Logan. Essas memórias são “mini games” simples e repetidos: corra até a saída, mate X inimigos e sobreviva a ondas de inimigos.

A “árvore de habilidades” também é linear, acredite se quiser. Basicamente, você vai escolhendo à medida que sobe de nível e no final desbloqueia ela toda.
As caixas de materiais permitem que você compre trajes que por sua vez aumentam sua vida máxima.
As garrafas de uísque e os mini games liberam sua genética para incluir até 10 modificadores.
O jogo tem algumas “lutas de chefe” que são legais visualmente, mas fáceis do ponto de vista da jogabilidade. Aliás, aparar nesse jogo é bem tranquilo.
Apesar de um jogo relativamente fácil no modo “normal”, ele ainda conta com diversas acessibilidades que tornam possível qualquer pessoa o jogar. Os vídeos que você pode ter visto na Internet de pessoas nas fases de motocicleta, jogando sem mexer no controle e o jogo fazendo tudo sozinho, certamente ligou todas as opções de acessibilidade e quis apenas criar uma situação. Não é a realidade. Se o jogo é linear, tudo simples e repetitivo, vale meus R$ 400? Vou responder isso daqui a pouco.
Aspectos técnicos
Wolverine usa uma versão altamente evoluída e modificada do Insomniac Engine, o motor gráfico proprietário do estúdio. Devido ao foco num jogo de ação de tom maduro e espaços mais contidos, a equipe técnica redirecionou o poder de processamento para os detalhes microscópicos, simulação física e tecnologias de iluminação avançada. Muitas partes do cenário são destrutíveis, as garras do Wolverine marcam paredes e postes.

O motor não usa apenas texturas para simular os ferimentos de Logan. O próprio modelo 3D do personagem deforma-se através de geometria procedural. Rasgos nas roupas, cortes na pele e a regeneração do fator de cura acontecem camada por camada em tempo real.
A física de desmembramento foi integrada ao motor principal, com a resposta de fluidos, gerando reações de sangue realistas que interagem com o cenário e com as garras de adamantium.

O motor foi desenhado para manter o Ray Tracing ativo por predefinição em quase todas as configurações, gerando RTGI (Iluminação Global por Ray Tracing) e reflexos de alta precisão em superfícies molhadas e metálicas. E aqui, diria que foi o que mais me impressionou, junto com a modelagem dos personagens.
Resumo da coisa: Os gráficos são lindos.
Em termos de modos e resoluções, o jogo usa mais ou menos o seguinte esquema
| Modo de Jogo | PlayStation 5 (Base) | PlayStation 5 Pro |
| Fidelidade | Resolução dinâmica a 1440p a 30 FPS, com solução de Upscaling proprietária, com Ray Tracing reduzido nos reflexos. Em telas de 120Hz, pode pegar entre 40-55 FPS. | Resolução dinâmica muito maior entre 1440p a Nativa com Upscaling para 4K, usando PSSR 2.0. Usa Ray Tracing avançado, rodando a 30 FPS ou 40-60 FPS em telas de 120 Hz. |
| Desempenho | Resolução dinâmica mais baixa (1080 a 1296p) travado a 60 FPS. Em telas de 120Hz, pode pegar entre 40-55 FPS. | Resolução 1440p com Upscaling para 4K, usando PSSR 2.0. Usa Ray Tracing avançado, rodando a 60 FPS, ou até 100 FPS em telas de 120 Hz, |
Além de resolução e FPS, o Pro ainda apresenta maior detalhes da pele (como a densidade de pelos do Logan), na nitidez das roupas graças ao PSSR e nos reflexos perfeitos em superfícies de vidro e metálicas. Todas as roupas estão unicamente modeladas e detalhadas à perfeição no Logan e outros personagens.
Como recomendação geral, eu diria para rodar no modo desempenho, principalmente se tiver uma TV ou monitor de 120 Hz.
As Cutscenes do jogo seguem o padrão Sony aqui e são todas de altíssima qualidade. Me atrevo até a dizer que foi o que consumiu boa parte do orçamento do jogo. Aqui não tem Stutter, não tem falhas. É qualidade pura.
A dublagem em português do Brasil, também segue o ótimo padrão da Sony e são perfeitas. Achei de altíssimo padrão.

O uso do Dualsense também é sensacional. Haptics perfeitos, uso do alto falante para indicar a presença das caixas de materiais e dos parries bem-sucedidos.
Nem tudo são flores. O jogo tem algumas paredes invisíveis e pedações do mapa que geram a famosa mensagem “você está saindo da área da missão”. Não é exatamente imersivo.

Peguei uma animação caída em uma rua que você não podia passar no Japão. Estava bloqueada pela polícia, mas os carros estavam passando por cima dos outros e dos bloqueios. Foi a coisa mais bizarra que peguei no jogo.
Veja, eu não fico me jogando me paredes e procurando quebrar o jogo. Logo, as maluquices que você vê na Internet, releva porque você provavelmente não verá nada.
Resumo
Levei 22 horas para platinar Wolverine. A história e a narrativa são bem legais. A gameplay não é ruim, mas não é nada inovadora e pode se tornar repetitiva rapidamente. Wolverine é um jogo para pessoas casuais, que querem apenas jogar por passatempo.
Vale seus R$ 400? Depende muito. Se o estilo Sony em um jogo simples e linear te agrada, se 22 horas é um tempo que você considera adequado para um jogo, vale. Wolverine te oferece diversão sem grandes comprometimentos. Agora se a sua vibe é complexidade, mundo aberto etc. Procure diversão em outro lugar.
| Item | Nota |
| História e Narrativa | 80 |
| Gameplay | 70 |
| Gráficos | 95 |
| Som e Trilha Sonora | 90 |
| Mundo e ambientação | 80 |
| Desempenho técnico | 95 |
| Inovação e Originalidade | 50 |
